sexta-feira, 7 de outubro de 2016

À luz da lua







À luz da lua
dançava nua                                     
despida de idade,                             
movendo com graça
corpo de desgraça
sem qualquer maldade;

Cabelos compridos
negros luzidios
brincando com o vento,
orquestra de estrelas
música das mais belas
escutadas no tempo;

Lábios de veludo
olhar sem escudo
seios de perdição,
cintura delgada
sorriso de fada
linguagem de paixão;

A noite corria
fugia do dia
levando a saudade,            
a aurora surgia
com nova energia
e a promessa de felicidade.

Malik

2 comentários:

  1. Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

    É ter de mil desejos o esplendor
    E não saber sequer que se deseja!
    É ter cá dentro um astro que flameja,
    É ter garras e asas de condor!

    Florbela Espanca in "Charneca em flor"

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  2. Adorei! Gosto muito!
    Obrigado.
    Beijinho.

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