quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A rapariga que roubava flores









Até não era traquina
aquele amor de menina
daquela pequena aldeia,
apanhava flores no campo
em cada uma o encanto
de um tesouro de mão-cheia;

Foi crescendo e foi mudando
pelos caminhos ia roubando
as flores que estavam à mão,
nisso ela não mudou
foi um amor que ficou
e uma doce tentação;

Era já uma donzela
muito linda, muito bela
não lhe faltando amores,
ainda e sempre atrevida
apaixonada pela vida,
só pecando pelas flores;

Ela é hoje uma mulher
que sabe bem o que quer
mas continua a roubar,
nunca irá desistir
não consegue resistir
às flores, ao passar...


Malik

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