segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Noites







Há noites que custam a passar
trevas que parecem não ter fim,
fantasmas e demónios que teimam em ficar
feridas que não deixo fechar
mágoa e dor bem fundo em mim;

Nasce o tempo de pensar
em fazer um exorcismo,
sentir tão negro é penar
viver assim é continuar
no caminho do abismo;

Por uma frincha qualquer
um raio de sol entrou,
dei-lhe nome de mulher
lembrei-me de um malmequer
que um dia me deslumbrou;

Para a luz entrar tudo abri de par em par
num impulso de libertação,
estou exausto de hibernar
vou reaprender a amar
com ternura e com paixão;

Vou colocar novas portas
feitas de sol e magia
e a noite será dia!


Malik

4 comentários:

  1. Bom dia Malik,

    Que privilégio ler um poema tão bonito quanto este logo pela manhã. Obrigada!

    Beijinho e boa segunda-feira

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  2. Bom dia Fia.
    O privilégio é meu pela tua simpatia. Obrigado!
    Beijo e boa semana!

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  3. O poeta é o pintor do mundo invisível (Ana Hatherly)
    Mas tu és o poeta da realidade humana, dos sentimentos, da vida.
    Obrigado por esta partilha.
    Abraço.

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  4. Obrigado eu pelas tuas palavras! Acredita que são um incentivo!
    Beijinhos.

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