quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Esperança






Na rua um menino chorava
mal vestido, na calçada
debruçado em seu sofrer,
quem passava e olhava
distraído, via nada
ou então não queria ver;

Toda a gente apressada
as compras para a consoada
faziam o mundo correr,
até o vento ajudava
não deixando ouvir na estrada
o miúdo e seu gemer;

Um sem-abrigo passou
e logo ali parou
acercando-se da criança,

As lágrimas lhe enxugou
e uma história lhe contou
de um natal feito de esperança.



Malik

4 comentários:

  1. Tão belo e humano o teu poema.Um fiel retrato da sociedade consumista. São sempre os que menos têm que repartem o "seu pouco" com os outros.
    Que a esperança se mantenha no coração do Homem todos os dias do ano.
    Beijinhos.

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  2. Este poema está lindo e marcante!
    A sociedade anda sempre a correr e nem olha para que mais precisa. A esperança é mesmo a última a morrer e eu tenho esperança que nós, sociedade, sejamos menos consumistas e mais humanos ;)
    Beijinho

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  3. Obrigado Fia!
    Essa é também a minha esperança!
    Beijinho.

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