segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Fogueira







Mandaste cortar madeira
andaste a apanhar pinhas,
sensual foi a maneira
como ateaste a fogueira
das emoções que eram minhas;

Quiseste matar o frio
queimar o gelo entre nós,
ser barco ou navio
navegar no meu rio
que não tem nascente ou foz;

Esta noite não tem fim
sinto-te mulher inteira,
teu corpo chama por mim
perco-me no teu jardim
mantendo acesa a fogueira.


Malik

4 comentários:

  1. Um poema mais atrevido :) mais sensual que o que costumas escrever.
    Voltaire escreveu e eu concordo que :
    "A alma é uma fogueira que convém alimentar, e que se apaga se a chama não se mantiver."
    Assim é o poema. Assim é a vida.


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  2. Se não gostasse não comentava.
    É uma regra minha.
    Gostei sim do poema. Bastante.
    Que a inspiração te brinde sempre.
    Beijinhos.

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