segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Nada a lamentar






Nada a lamentar
é tempo de inverno,
lá fora a nevar
cá dentro a amargar
um gelo interno;

Os dias de encanto
ficaram cinzentos,
o amo-te tanto
caído num canto
à chuva e aos ventos;

A peça acabou
o palco está vazio,
a rosa murchou
a fonte secou
só resta o frio;

Em passo apressado
contorno a memória,
passo ao lado
do nosso passado
e da nossa história;

Ambos ganhamos,
só se perdeu
um amor que morreu.


Malik

2 comentários:

  1. Triste o poema, o que não lhe retira a qualidade literária.
    A melhor forma de derreter o gelo interno, o frio que nos trespassa a alma é muitas vezes um diálogo franco, sincero, honesto...
    Obrigado pela partilha deste poema.

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  2. Triste sim. Frio e seco...
    Obrigado. Um beijo.

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